quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nome científico: Paullinia cupana
Histórico

Até meados da década de 1960, o cultivo deste produto era uma atividade extrativista, explorada em poucos municípios do Amazonas. O aumento da procura fez com que a cultura se multiplicasse. O Guaraná apresenta-se em duas variedades :

Paullinia cupana var. cupana, que é encontrada em quantidade restrita nas bacias do Alto Rio Orinoco e Alto Rio Negro. Atualmente, sem interesse econômico.

Paullinia cupana var. sorbilis, que é encontrada no Baixo Amazonas, principalmente na região de Maués, daí ser conhecido como guaraná de Maués, ou simplesmente guaraná. Até meados da década de 1960, era uma atividade extrativista, explorada em poucos municípios do Amazonas. O aumento da procura fez com que a cultura se multiplicasse.


A primeira descrição escrita do uso do guaraná data do ano de 1669, quando o missionário jesuíta João Felipe Batendorf adentrou nas terras dos índios Satere Mawê no estado do Amazonas e observou que os índios tinham predileção por uma bebida que tomavam a toda hora para conseguir seus efeitos estimulantes. Ele notou ainda que essa bebida tinha propriedades diuréticas e que muitos falavam de sua eficácia contra dores de cabeça, febre, cãibras e também inibidor do apetite.
Na época em que a região de Maués foi visitada pelo naturalista Carl von Martius, que em 1819 recolheu amostras da planta, já existia um comércio crescente de guaraná entre este local e áreas bem distantes como o estado de Mato Grosso e também para o país vizinho Bolívia, dando o que foi provavelmente o primeiro impulso para a abertura dos rios Madeira e Tapajós para o comércio.

O teor de caféina da semente do guaraná varia de 2,0 a 4,8% . Estes teores são bem superiores aos do café (1 a 2 %), mate (1%) e cacau (0,4%). Com casca, o teor de cafeína
grãos de guaraná
sobe.

PARACER TÉCNICO:
A cafeína tem efeito estimulante e no guaraná, pelo fato de estar associada a outras substâncias, como a teobromina, teofilina, sais minerais, óleos essenciais, vitaminas, apresenta características nutricionais.
O índio utiliza o guaraná em substituição ao café da manhã (um costume do povo mato-grossense ) e como alimento em outras refeições, porque, além dos nutrientes já citados, o seu alto teor protéico contribui para reduzir a necessidade de ingestão de massa alimentar. É uma fruta sagrada que lhe prolonga a vida, com saúde e enegia. É máica, afrodisíaca e saudável.

Além disso, os índios têm o guaraná como medicamento. Apesar de ainda necessitar de avaliações e estudos científicos, o guaraná é considerado pelo mercado consumidor como excelente cardiovascular, que desperta os movimentos do coração e artérias, devido a presença da teobromina, que é vasodilatadora. Possui ação tônica generalizada contra arterioesclerose, excitante do sistema nervoso gastrointestinal e é, ainda usado como anestésico. A teofilina é bronco dilatadora e auxiliar da disgestão. Também é desinfetante e regulador dos intestinos, útil como adstringente nas blenorragias, diarréias crônicas, bom vermífugo, diurético e sedativo. Usado para aliviar enxaquecas, recuperar energias perdidas ou mantê-las reservadas. Outro uso atual é para a eliminação das gorduras e espinhas, para evitar fermentação intestinal e prisão de ventre, combate as nevralgias.
O guaraná, para fins medicinais, pode ser utilizado em mistura com o mel, raízes medicinais, etc. - a ação sinérgica desses produtos amplia a sua potencialidade medicinal.
Na Amazônia, existe o hábito de mascar a pasta de guaraná para evitar a sede, a fome e o cansaço físico e mental.
Em Mato Grosso, dizem que o guaraná, além de energético, estimulante e afrodisíaco, ajuda a resistir mais ao forte calor da região, aumento a disposição para o trabalho.

COMPOSIÇÃO
QUANTIDADE
Umidade
6,82%
Cafeína
2,97%
Materia graxa
2,48%
Tanino
10,8%
Proteína bruta
12,4%
Tiamina
0,57 mg/100g
Cinzas
1,55%
Cálcio
92,3 mg /100g
Açúcares redutores
4,4%
Ferro
6,2mg /100g
Açúcares totais
6,1%
Fósforo
144mg/200g
Amido
40%
Potássio
609mg/100g
Fibra
2,87%
Vitamina A
375UI /100g

PERSPECTIVAS DE MERCADO
As perspectivas são favoráveis ao aumento da demanda, porque algumas empresas estão ampliando seus mercados internos e externos.
O grupo Antártica tem um projeto de uma fábrica de refrigerantes, no sistema de franquia, na China, e está promovendo uma atuação mais agressiva para colocar seus produtos nos EUA, Europa Ásia e Japão. Está, também, investindo mais no marketing do guaraná no mercado interno. Esses fatores possibilitariam o aumento da sua capacidade de produção de extratos na fábrica de Maués/AM.
A Companhia Cervejaria Brahma fabricará extrato em Manaus/AM, onde produzirá todo xarope a ser utilizado em seus refrigerantes e, segundo Nilson Brandão Jr. (Gazeta Mercantil de 11/06/98), os investimentos são de US39 milhões na construção da fábrica.
A Coca-Cola (empresa que também distribui refrigerante guaraná) investiu US$100 milhões em sua megafábrica de extratos, em Manaus/AM, para atender ao mercado latino-americano.
No final de 1999, houve a fusão entre Brahma e Antártica, formando a AmBev, que fez uma negociação com a Pepsico para a distribuição do guaraná Antártica em 175 países. Os primeiros reflexos de aumento na demanda já foram sentidos nas safras 2000/2001.

Mercado
Quantidade
(toneladas
Participação
(%)
Indústria de refrigerantes
1.250
44
Indústriaa de extratos, xaropes, pó, etc.
700
24,5
Laboratórios
600
21
Exportação "in natura"
300
10,5
Total
2.850
100

O mercado externo tem perspectivas favoráveis de crescimento dada à política de atuação das grandes, médias e pequenas empresas e também de alguns laboratórios que estão conquistando e investindo em novos nichos de mercado. É difícil fazer uma previsão adequada mas acreditamos ser possível alcançarmoa taxas de retorno superiores a 50% com uma atuação agressiva de Marketing e Publicidade.

O Guaraná é um arbusto originário da Amazônia, encontrado no Brasil e Venezuela, cultivado principalmente no município de Maués AM e na Bahia. Seu nome científico é Paullinia cupana Kunth e pertence a família Sapindaceae. O nome Paullinia foi atribuído por Lineu ao género a que pertence o guaraná em homenagem ao médico e botânico alemão Simon Pauli. É também conhecido por uaraná, narana, guaranauva, guaranaina, guaraná cerebral e guaraná-da-amazônia.

O seu fruto possui grande quantidade de cafeína (chamada de guaraína quando encontrada no guaraná) e devido a suas propriedades estimulantes é usada na fabricação de xaropes, barras, pós e refrigerantes. Tem casca vermelha e quando maduro deixa aparecer a polpa branca e suas sementes, assemelhando-se com olhos. Na região próxima ao município de Maués, onde é cultivada, os índios da nação saterê-mawé têm lendas sobre a origem da planta.

Em Portugal, produzem-se refrigerantes de guaraná desde o final da década de 1990, sendo inicialmente importados do Brasil. O refrigerante de guaraná mais vendido do mundo é o Guaraná Antarctica, produzido desde abril de 1921 no Brasil.

Efeitos da ingestão

O guaraná é um estimulante, que aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares, diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio da cafeína que possui, o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento, retarda a fadiga, não tonifica o coração, leve afrodisíaco.[carece de fontes?]

Provê maior vitalidade do organismo, regula o ritmo cardíaco, tônico potente. Energético, estimulante, adstringente (que contraem os tecidos), tônica e estimulante do apetite, diurético (facilita a urinar mais) e anti-diarreico (contra diarréia). Entretanto, se ingerida em excesso, provoca efeitos colaterais como insônia, azia e dependência.[carece de fontes?]

A lenda do guaraná

Guaraná em pó.

As tribos de Munducurucânia eram as mais prósperas dos índios. Venciam todas as guerras, as pescas eram ótimas, os peixes, os melhores, e a doença era rara. Tudo isso por causo de um curumim , que há alguns anos nascera naquela tribo.

Ele era o mais protegido de todos. Nas pescas era acompanhado por muitos - os pescadores desviavam dos rios as piranhas, jacarés ou qualquer outro perigo. Mas, certo dia, toda a segurança foi embora: o Gênio do Mal apareceu em forma de cascavel e feriu o garoto. A tribo entrou em lamentação e em desespero.

Tupã, o Deus dos índios, atendeu a todo aquele lamento e disse :

- Tirem os olhos do curumim e plantem-no na terra firme, reguem-no com lágrimas durante 4 luas e ali nascerá a "planta da vida", ela dará força aos jovens e revigorará os velhos.

Os pajés não duvidaram, arrancaram e plantaram os olhos do curumim e regaram com lágrimas durante quatros luas.

Nasceu ali uma nova planta, travessa como as crianças, com hastes escuras e sulcadas como os músculos dos guerreiros da tribo. E quando ela frutificou, seus frutos de negro azeviche, envoltos de um arilo branco com duas cápsulas de cor vermelho-vivas. Diziam os índios:

- É a multiplicação dos olhos do príncipe!

E o fruto trouxe progresso da tribo. Ajudou os velhos e deu mais força aos guerreiros.

Processo de industrialização da bebida

O processo de processamento do xarope da fruta iniciou-se no Brasil em 1905 por Luiz Pereira Barreto, um médico da cidade de Resende, Rio de Janeiro. Em 1906 é lançado pela F. Diefenthaller, uma fábrica de refrigerantes de Santa Maria, Rio Grande do Sul, o Guaraná Cyrilla, e, em 1921, o Guaraná Champagne Antarctica, pela empresa homônima.

Na Sérvia e em outros países do Leste Europeu, fabrica-se uma bebida energética à base de guaraná, comercializada com este nome, mas que em vez de ser refrigerante tem sabor azedo e efeito cardioacelerador.