Nome científico: Paullinia cupana |
| Até meados da década de 1960, o cultivo deste produto era uma atividade extrativista, explorada em poucos municípios do Amazonas. O aumento da procura fez com que a cultura se multiplicasse. O Guaraná apresenta-se em duas variedades : Paullinia cupana var. cupana, que é encontrada em quantidade restrita nas bacias do Alto Rio Orinoco e Alto Rio Negro. Atualmente, sem interesse econômico. Paullinia cupana var. sorbilis, que é encontrada no Baixo Amazonas, principalmente na região de Maués, daí ser conhecido como guaraná de Maués, ou simplesmente guaraná. Até meados da década de 1960, era uma atividade extrativista, explorada em poucos municípios do Amazonas. O aumento da procura fez com que a cultura se multiplicasse. |
| | A primeira descrição escrita do uso do guaraná data do ano de 1669, quando o missionário jesuíta João Felipe Batendorf adentrou nas terras dos índios Satere Mawê no estado do Amazonas e observou que os índios tinham predileção por uma bebida que tomavam a toda hora para conseguir seus efeitos estimulantes. Ele notou ainda que essa bebida tinha propriedades diuréticas e que muitos falavam de sua eficácia contra dores de cabeça, febre, cãibras e também inibidor do apetite. |
| Na época em que a região de Maués foi visitada pelo naturalista Carl von Martius, que em 1819 recolheu amostras da planta, já existia um comércio crescente de guaraná entre este local e áreas bem distantes como o estado de Mato Grosso e também para o país vizinho Bolívia, dando o que foi provavelmente o primeiro impulso para a abertura dos rios Madeira e Tapajós para o comércio. |
| O teor de caféina da semente do guaraná varia de 2,0 a 4,8% . Estes teores são bem superiores aos do café (1 a 2 %), mate (1%) e cacau (0,4%). Com casca, o teor de cafeína grãos de guaraná sobe. | |
| PARACER TÉCNICO: | |
Além disso, os índios têm o guaraná como medicamento. Apesar de ainda necessitar de avaliações e estudos científicos, o guaraná é considerado pelo mercado consumidor como excelente cardiovascular, que desperta os movimentos do coração e artérias, devido a presença da teobromina, que é vasodilatadora. Possui ação tônica generalizada contra arterioesclerose, excitante do sistema nervoso gastrointestinal e é, ainda usado como anestésico. A teofilina é bronco dilatadora e auxiliar da disgestão. Também é desinfetante e regulador dos intestinos, útil como adstringente nas blenorragias, diarréias crônicas, bom vermífugo, diurético e sedativo. Usado para aliviar enxaquecas, recuperar energias perdidas ou mantê-las reservadas. Outro uso atual é para a eliminação das gorduras e espinhas, para evitar fermentação intestinal e prisão de ventre, combate as nevralgias. O guaraná, para fins medicinais, pode ser utilizado em mistura com o mel, raízes medicinais, etc. - a ação sinérgica desses produtos amplia a sua potencialidade medicinal. Na Amazônia, existe o hábito de mascar a pasta de guaraná para evitar a sede, a fome e o cansaço físico e mental. Em Mato Grosso, dizem que o guaraná, além de energético, estimulante e afrodisíaco, ajuda a resistir mais ao forte calor da região, aumento a disposição para o trabalho. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
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PERSPECTIVAS DE MERCADO |
| As perspectivas são favoráveis ao aumento da demanda, porque algumas empresas estão ampliando seus mercados internos e externos. O grupo Antártica tem um projeto de uma fábrica de refrigerantes, no sistema de franquia, na China, e está promovendo uma atuação mais agressiva para colocar seus produtos nos EUA, Europa Ásia e Japão. Está, também, investindo mais no marketing do guaraná no mercado interno. Esses fatores possibilitariam o aumento da sua capacidade de produção de extratos na fábrica de Maués/AM. A Companhia Cervejaria Brahma fabricará extrato em Manaus/AM, onde produzirá todo xarope a ser utilizado em seus refrigerantes e, segundo Nilson Brandão Jr. (Gazeta Mercantil de 11/06/98), os investimentos são de US39 milhões na construção da fábrica. A Coca-Cola (empresa que também distribui refrigerante guaraná) investiu US$100 milhões em sua megafábrica de extratos, em Manaus/AM, para atender ao mercado latino-americano. No final de 1999, houve a fusão entre Brahma e Antártica, formando a AmBev, que fez uma negociação com a Pepsico para a distribuição do guaraná Antártica em 175 países. Os primeiros reflexos de aumento na demanda já foram sentidos nas safras 2000/2001. |
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| O mercado externo tem perspectivas favoráveis de crescimento dada à política de atuação das grandes, médias e pequenas empresas e também de alguns laboratórios que estão conquistando e investindo em novos nichos de mercado. É difícil fazer uma previsão adequada mas acreditamos ser possível alcançarmoa taxas de retorno superiores a 50% com uma atuação agressiva de Marketing e Publicidade. |
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